quarta-feira, 16 de maio de 2018

Um livro chamado IDENTIDADE


Uma experiência de criação de vídeo de animação POWTOON


ROTAÇÃO INDIVIDUAL DISRUPTIVA: Um modelo de ensino híbrido e metodologia ativa para inovar na educação.


Wiki - Produção Trabalho Colaborativo Temático 
 GTCT - ROTAÇÃO INDIVIDUAL DISRUPTIVA



 ROTAÇÃO INDIVIDUAL DISRUPTIVA: 
Um modelo de ensino híbrido e metodologia ativa para inovar na educação.


 Por:

Alexander Protta Ribeiro
Bárbara Lima Marinho 
Camila de Lima Bezerra Nonato
Cristiane Bosich Antunes
Flávia Maria Venâncio
Gislane Aparecida de Oliveira
Rodrigo César Silva Duarte

 1. Marco Teórico - Conceituando a Metodologia Ativa
  Escolas que ainda reproduzem um ensino tradicional, com foco na transmissão do conhecimento e um currículo restrito, não seriam capazes de acompanhar as mudanças da sociedade atual. Precisamos pensar em um modelo que agregue tecnologias, inovações metodológicas e mais participação dos alunos, de modo que estes, possam compreender, se inserir e transformar seus mundos e sociedade. Autores como Moran (2015) e Valente, Almeida e Geraldini (2017) apontam as metodologias ativas do ensino híbrido como uma possibilidade de inovar a educação.
 Com o uso de metodologias ativas seria possível tornar harmonioso e prazeroso as práticas de aprendizagem e o desenvolvimento do aluno, além disso, ajuda a construir a autonomia dos discentes, acrescentando o uso das tecnologias e os diversos tipos de pesquisas. 
Segundo entrevista do pesquisador José Morán em Mattar (2016) as metodologias ativas seriam aquelas que possibilitam um maior envolvimento dos alunos, com mais participação e autonomia na construção de seus conhecimentos, autoria. O entrevistado, José Moran, aponta que o ideal seria que os professores problematizassem mais, permitindo assim, que os alunos produzissem um conhecimento mais significativos a partir de seus estudos. Valente, Almeida e Geraldini (2017), corroboram com esta perspectiva:
Na verdade, as metodologias ativas são estratégias pedagógicas para criar oportunidades de ensino nas quais os alunos passam a ter um comportamento mais ativo, envolvendo-os de modo que eles sejam mais engajados, realizando atividades que possam auxiliar o estabelecimento de relações com o contexto, o desenvolvimento de estratégias cognitivas e o processo de construção de conhecimento (VALENTE; ALMEIDA; GERALDINI, 2017, pg. 464).
Para Pontes (2017), Metodologia Ativa seria aquela que tem como objetivo fazer a inserção do aluno no processo de ensino aprendizado. Que contribui para que o aluno deixe de ser somente ouvinte do conteúdo e passe a fazer parte da construção do conhecimento. Nesse processo o aluno é convidado a participar dando suas opiniões e ideias para assim contribuir para uma mudança na sociedade. A Metodologia consiste em tirar o professor da sua atual função de ser o ator principal e a passar a ser um mediador das diversas opiniões dos demais alunos da turma.
Na pesquisa de Valente; Almeida & Geraldini (2017), um dos projetos desenvolvidos utilizou como instrumento a metodologia ativa no cenário de peças teatrais para aprofundar os estudos de mitos (p.469-471). Nesse tipo de atividade, é possível desenvolver a autonomia do aluno, além de estreitar laços afetivos, considerando que atividades artísticas agregadas ao conteúdo escolar servem de válvulas de escape e amenizador da violência infanto-juvenil. Neste tipo de atividade os alunos:
[...]colaboraram entre si, além de exercitar a autonomia, a criatividade, a criticidade, a responsabilidade e o respeito, questionaram o passado e interpretaram o presente, tomando os mitos e os acontecimentos em diferentes formas e sentidos, atribuindo novos significados, representados por meio da linguagem teatral, integrada com a multimodalidade e a hipertextualidade  (VALENTE, ALMEIDA, GERALDINI, 2017, p. 471).
Esta pesquisa tem como foco o modelo híbrido de rotação individual que consiste em uma metodologia ativa. Para compreendê-lo, iremos, a seguir, definir metodologias ativas e seu ensino híbrido.
1.1 Ensino Híbrido e o Modelo de Rotação Individual
Dentro da perspectiva Horn, Staker e Christensen (2015), o ensino híbrido é aquele que considera dois ambientes, a sala de aula tradicional e o espaço virtual como complementares na aprendizagem. Nesse ambiente de aprendizagem, inverte-se o papel comumente representado pelo professor e pelos alunos em relação à proposta de ensino tradicional, e dessa forma, suas configurações acabam favorecendo e estimulando momentos de interação e colaboração entre os grupos.

 Visto que o ensino híbrido, por se tratar de uma abordagem inusitada, ainda está estabelecendo suas bases à curtos passos, e as instituições de ensino que se aventuram a testá-la, estão de certo modo construindo-a e direcionando-a para diferentes formas de expressões, à medida que verificam suas expressões e linguagens no físico das escolas, determina-se suas potencialidades em amplas perspectivas de aprendizagem de diferentes realidades. Na pesquisa de Michael B. Horn, Heather Staker, Clayton Christensen em 2015, verificou-se que os cursos de caráter híbrido se enquadram dentro dos seguintes modelos: Rotação, Flex, À la Carte e Virtual Enriquecido. Assim sendo, as mesmas se combinam e personalizam-se de acordo com o contexto de cada instituição. Por sua vez, o modelo de rotação tem sido mais explorado e atrativo aos olhos dos professores, devido a sua capacidade de alternar os diferentes ambientes de aprendizagem em todas as áreas do conhecimento - em sequência fixa ou a critério do docente.
De acordo com Pontes (2017) o ensino híbrido seria subdividido em duas categorias: sustentáveis e disruptivos.  Para este autor a abordagem sustentável "é um modelo de ensino híbrido que detêm características do ensino tradicional, sendo mais facilmente adaptado ao modelo de ensino que temos hoje".  Já o modelo de Rotação Individual se encaixaria na categoria disruptiva, ou seja, "um modelo de ensino híbrido que rompe o modelo educacional tradicional, não se faz muito uso por exigir maiores esforços para se adaptar com a realidade atual" (PONTES, 2015).
Sua base é muito parecida com o modelo de rotação por estações, contudo nesta modalidade cada aluno tem seu roteiro personalizado e não mais um grupo. A principal diferença entre a rotação individual e a por estações é que no individual o aluno não é obrigado a passar por todas as estações. Na rotação ele passa por aquelas que fazem sentido ao nível de aprendizado dele (PONTES, 2015).
 Sendo assim, o aluno faz uma agenda junto ao professor com os objetivos que ele deve alcançar e as estações que ele deve percorrer (não há necessidade de serem todas). Desta forma, neste modelo e nos outros modelos rotacionais, o estudante explora o conteúdo sozinho, tendo apoio de professores e/ou tutores, construindo uma visão de mundo a partir dos seus conhecimentos prévios, integrando-os às novas informações.
Se houvesse um lema para essa abordagem seria: "Escolha a Sua Modalidade" afirmou HORN & STAKER. E nos traz exemplos:
Os estudantes no programa Teach to One fazem uma avaliação breve final da aula todos os dias. Um software analisa os resultados para combinar estudantes com lições e recursos que atenderão melhor suas necessidades individuais para o dia seguinte. O resultado é um cronograma diário único para cada estudante e para cada professor. Outro exemplo é visto na Carpe Diem Schools, Arizona em 2003. Uma grande sala preenchida com computadores [...] onde os estudantes alternam-se a cada 35 minutos entre diferentes estações que variam do ensino online em ritmo próprio, usando o programa Edgenuity, no grande centro da aprendizagem, a experiência de aprendizagem presencial em salas de apoio ao redor desse espaço central. Cada estudante tem uma lista de prioridades individualizada para ajudar os estudantes com o Edgenuity. Nas salas de apoio, o professor aprofunda, de forma presencial, o conteúdo introduzido on-line e ajuda os estudantes a aplicá-los (HORN & STAKER, 2015).

2. Desafios do Ensino Híbrido e Rotação Individual na Educação Básica
Durante a implementação do modelo híbrido de rotação individual, o principal desafio seria engajar os professores sobre a importância de construir um processo de ensino e aprendizagem em conformidade com os desafios de um mundo em transformação.
Corroboramos com Zenti e Ribeiro (2014) que ao trabalhar com o ensino híbrido haveriam dois grandes desafios: a falta de ferramentas tecnológicas educacionais adaptativas em português – a maior parte está disponível apenas em inglês – e a limitação de escolas conectadas à internet. Segundo Adolfo apud Zenti e Ribeiro (2014) estes desafios não deveriam ser um ensino de qualidade:
(...) no entanto, esse não deve ser um impedimento, já que o ensino híbrido vai muito além da tecnologia. “Podemos começar a mudar os espaços dentro da sala de aula, o papel do professor e incentivar a autonomia para uma aprendizagem mais personalizada do aluno, sem tecnologias digitais.” Mario lembra também que o sucesso da aplicação do ensino híbrido envolve a mudança nos currículos e referenciais, na organização do tempo e do espaço escolar e nos equipamentos disponíveis na sala de aula (ZENTI e RIBEIRO, 2014).
Dessa forma, é bastante sensato considerar sua inserção no âmbito escolar de maneira gradativa afim de aflorar os laços afetivos essenciais na relação professor-aluno e aluno-professor.

3. Considerações Finais
A partir dos estudos e pesquisas realizadas a proposito dessa pesquisa, consideramos que a importância da inovação do nosso ensino aprendizagem seria passar a usar o modelo de ensino Híbrido atrelado a metodologia ativa.
Entendemos que é necessário identificar como a escola pública aliaria o uso de novas tecnologias à uma gestão inovadora que demandassem verbas para a realização de uma educação mais dinâmica. Temos ciência do cenário emergente da educação para mudanças significativas, no entanto, os modelos inovadores requerem metodologias também inovadoras, o que demandaria professores abertos às mudanças e autorreflexão de suas práticas.
Além disso, como foi destacado anteriormente, é preciso superar as frustrações e medos do professor: em trabalhos e experiências de professores-tutores (nesse caso de curso EAD destacado na fonte abaixo) disseram "não dar certo antes mesmo de colocar os roteiros em prática, acreditando que o aluno não conseguiria realizar as atividades com autonomia, que não teria condições de dialogar, refletir e trabalhar colaborativamente, entendendo que sem a presença constante do professor não concluiriam as atividades propostas" (BARION & MELLI, 2017).


4. Referências Bibliográficas


HORN, Michael B.; STAKER, Heather. Blended: Usando a inovação disruprtiva para aprimorar a educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Disponível em: Acesso em: 14/04/2018.

MATTAR, João. METODOLOGIAS ATIVAS. Youtube, 19 abril 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=9m-wf2qHSOo> . Acesso em: 14 abril 2018.

MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. Coleção Mídias Contemporâneas.: Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens.Ponta Grossa, v. II , p.15-33, 2015. Disponível em: <http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf>. Acesso em: 02 abr. 2018.

OLIVEIRA, Agnaldo. Modelos de ensino híbrido.Youtube, 17 mar. 2017. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=zPzamoIjjss&feature=youtu.be>  . Acesso em: 12 abril 2018.

PONTES, Elivelton. O que é ensino híbrido? Eadbox, 6 set. 2017. Disponível em:<https://eadbox.com/o-que-e-ensino-hibrido/>. Acesso em: 15 abril 2018.

 TV ENIAC. Youtube, 4 julho 2016. Case Eniac – Google: Educação Disruptiva.  Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=of9qsr0atUs>. Acesso em: 15 abr. 2018.

VALENTE, José Armando;  ALMEIDA,  Maria Elizabeth Bianconcini de; GERALDINI, Alexandra Flogi Serpa. Metodologias ativas: das concepções às práticas em distintos níveis de ensino. Revista Diálogo Educacional, [S.l.], v. 17, n. 52, p. 455-478, jun. 2017. ISSN 1981-416X. Disponível em: <https://periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view/9900>. Acesso em: 02 abr. 2018. doi:http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.17.052.DS07.

 ZENTI, Paula; RIBEIRO, Luciana. Entenda o que é o ensino híbrido e como colocá-lo em prática. Revista Educação, 6 nov. 2014. Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/entenda-o-que-e-o-ensino-hibrido-e-como-coloca-lo-em-pratica/>.  Acesso em 10 de abril de 2018.





PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA INOVADORA (PAPI)





Grupo de Trabalho/Equipe:

GTT1 - SMARTPHONE NA SALA DE AULA

Alexander Protta Ribeiro
Cristiane Bosich Antunes 
Flávia Maria Venâncio
Isabela Dutra Laureano Fayer
Janaína Aparecida Rabelo



Polo: Juiz de Fora
Tutor(a):

Roberta Müller Sacafuto Scoton

Professor:

Octavio Silvério de Souza Vieira Neto
Disciplina:

TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - TICs I


1 - Nome do Projeto:
IMPLEMENTAÇÃO DO USO DO SMARTPHONE COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA.

2 – Questão/Problema:


Como melhorar o desempenho dos alunos e promover uma educação inovadora com o uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação)?

Percebe-se um crescente desinteresse dos alunos pela educação e as dificuldades de ensino e aprendizagem vivenciadas na escola. Analisando as pesquisas disponíveis no site da CETIC.BR, estas apontam o celular como ferramenta de grande acesso entre alunos e professores. A união dessas informações nos levou a pensar no smartphone como ferramenta alternativa para uma educação inovadora em sala de aula. Ferramenta inclusiva, que possibilita o diálogo com os alunos e autonomia e criatividade na construção do conhecimento.
Em muitas escolas o uso do smartphone é proibido, inclusive diante de leis municipais, e em outras escola é pouco utilizado. Na era atual as tecnologias podem e devem ser utilizadas como ferramentas pedagógicas.
Segundo pesquisas, essas ferramentas são de fácil acesso aos alunos, pais e professores e entendemos que não podemos ignorá-las, mas nos programarmos para implementar seu uso na escola.
Como educadores devemos fazer acontecer essa tecnologia dentro da sala de aula ,temos que criar argumentos para que sejam aceitos por todos.

3 – Público Alvo:

Alunos e professores da educação básica do ensino fundamental (iniciais e finais) e ensino médio, respeitando e direcionando as atividades de acordo com a faixa etária e matriz curricular de cada instituição.


4 – Disciplinas envolvidas:

Como o plano de ação é voltado para a escola e não a uma série ou disciplina específica, compreendemos que todas as disciplinas podem utilizar este plano individualmente e/ou interdisciplinarmente.


No caso da ação com o software REMID todas as disciplinas do ensino médio que possuem ligação direta com o modelo de conteúdo proposto pelo PISM-UFJF e o ENEM podem utilizar este plano de intervenção.

5 – Conteúdos explorados e contextualizados:


O conteúdo explorado será contextualizado ao que já está previsto na matriz curricular da escola, indicado para cada ano da educação básica. Os vídeos e sites sugeridos deverão se adequar à realidade de cada aluno, o que pode ser medido pelo interesse e sugestões dos alunos.
De acordo com a proposta da matriz curricular o professor irá lançar um tema de pesquisa, sugerir vídeo-aulas e sites que abordem o tema e permitam uma interação dialógica com o conhecimento em questão. Os alunos irão pesquisar e indicar sugestões além das propostas pelo professor.
Os professores em comum de uma determinada série devem ser cadastrados nas turmas virtuais dos demais, fazendo com que as abordagens sejam de comum acesso a todas as disciplinas. Desta forma o trabalho interdisciplinar poderá ser efetuado em qualquer postagem. Ainda que seja uma postagem de matemática, se o professor de português achar pertinente, poderá aproveitar a postagem e indicar atividades sobre ela para sua disciplina.

6 – Justificativa:


 Segundo notícias do portal de noticias da Cetic.br da pesquisa TICs de 2016, Lúcia Maria de S. Fagundes do site Cetic.br comenta que o celular é uma importante ferramenta e a maneira mais viável de se chegar aos alunos, diretamente ligado às suas vivências. As pesquisas TICs com relação ao celular na educação vêm mostrando que ele é recurso tecnológico ao alcance de todos, professores e alunos. Bastaria à escola investir em internet de qualidade e uma política de uso, e não sua proibição, para um processo satisfatório de produção de conhecimento. A pesquisa TICs de 2016 sobre uso do celular em atividades pedagógicas traz os seguintes dados:
Entre professores: - 91%  usam internet para uso pessoal (em 2011 era 15%, ou seja, um crescimento de 76%)- 49% dos professores pesquisados (91%) usam em atividades com alunos (crescimento de 10% desde 2011)- 40% dos docentes de escola pública usam internet em sala de aula, sendo somente 26% se conectam à internet devido ao acesso limitado segundo Alexandres Barbosa, gerente do Cetic.br. O que mostra um crescimento do uso pedagógicodo dos professores com celular e internet nas escolas.
 Entre estudantes: 31% usa internet pelo celular na escola (sendo destes 30% de escolas públicas e 26% de escolas privadas). A pesquisa atribui o baixo índice de acesso dos estudante à limitação que as escolas fazem de seus wifis, 92% possuem mas 61% não libera aos alunos. Com base nestes dados, sugerimos que   as atividades aqui propostas sejam extra-classe, visto que nem toda escola disponibiliza wifi com qualidade.
 Neste sentido, propor o uso do smartphone como ferramenta tecnológica para os processos de ensino e aprendizagem, vem confirmar o avanço do uso desta tecnologia, deixando de ignorá-la ou proibi-la, mas utilizando-a como parceira para facilitar a aprendizagem.
   Vi um processo de sala de aula invertida, o conhecimento será introduzido pela pesquisa dos alunos; que irão buscar as informações sobre o conceito em casa, através de suas pesquisas e utilizando sua criatividade e motivação trarão para a escola suas conclusões e dúvidas, desta forma o conteúdo será contextualizado às suas realidades e interesses. Segundo JUNIOR (2016, p.3), “Nesse sentido, o interesse concentra-se em ampliar e diversificar o ambiente de estudo, além de permitir que os alunos tenham acesso, indefinidas vezes, às aulas e recursos disponibilizados por seus professores”.
 Partindo desta perspectiva professor vai mediar as trocas de informações, trazendo atividades que favoreçam o conhecimento.  Tudo proposto e mediado pelos professores através do suporte tecnológico online dos aplicativos Remind ou Google Classroom. 

Compreender o uso do smartphone como ferramenta que não deve ser abandonada, mas utilizada de forma consciente com os alunos, para melhorar a qualidade das informações, contribuindo para o processo de ensino e aprendizagem em sala de aula e fora da escola.




7 – Objetivos:

                     Proporcionar maior rapidez na troca de informações complementares dos conteúdos do PISM e ENEM, já que esses são em grande volume;

                     Aproximar o estudante do seu universo, e para que seja bem sucedido o professor precisa aprender a lidar com a ferramenta para a construção de uma aprendizagem otimizada;

                     Conscientizar o aluno sobre a real necessidade de aliar o celular ao aprendizado e como fazê-lo;

                     Facilitar o processo de aprendizagem através do uso de classe de aula virtual: classroom ou remind;

                     Proporcionar maior dinamismo na aprendizagem, tanto em sala presencial quanto virtual;

                    Permitir ao aluno e ao professor interatividade nos conteúdos propostos;

                    Proporcionar intertextualidade e intratextualidade, multivocalidade, navegabilidade através dos hipertextos, chats e fóruns entre alunos/alunos, alunos/professor e professor/professor;

                    Provocar o entusiasmo pela pesquisa;.

                    Criar autonomia do aluno através da educação via smartphone.






8 – Artefatos e recursos digitais utilizados:

       No planejamento do PAPI foram utilizados os aplicativos GOOGLE como a planilha digital,  para sugestão de ações na construção do projeto, agenda para marcar eventos e encontros presencias virtuais como o hangout, e o plano de ação para postar as decisões que foram adotadas colaborativamente. O mesmo processo deverá ser adotado na gestão da implementação do uso do smartphone na sala de aula pelos professores e gestores da escola.
         Usamos o google classroom como aplicativo de teste na construção do PAPI e o colega Alexander já teve uma experiência com o Remind em sua escola. Estes aplicativos constituem o suporte para gestão de aulas invertidas. Nestes serão postados os links sugeridos pelos professores e nos comentários os alunos poderão sugerir outros que forem encontrados em suas pesquisas. Tudo mediado pelo professor.
     Segundo experiência do integrante Alexander o Whatzzap não seria o aplicativo ideal, pois fica vinculado ao telefone do professor o que pode causar transtornos. Os demais aplicativos sugeridos estariam vinculado a um e-mail .



9 – Planejamento e Desenvolvimento:

-        Propor à escola - direção, coordenação e professores o uso do smartphone em sala. Tanto para introduzir quanto para auxiliar o desenvolvimento dos conteúdos.

-        Depois da proposta aprovada, criar uma planilha de ações, entre professores e gestores para coordenadas as atividades, rotinas e agenda de trabalho com smartphone.

-        Criar entre os professores um chat ou video-conferência, no whatzapp ou hangout, conforme decisão da maioria, para tirar dúvidas e/ou compartilhar experiências sobre a atividade. 

-        Desenvolver uma aula experimental com os alunos envolvidos para entenderem como funcionará as próximas aulas, além de propor uma atividade onde permitam pesquisar sobre o assunto para nortearem as ideias.

-        Para o aplicativo REMIND ou CLASSROOM (os professores deverão, democraticamente, escolher um dos dois aplicativos): Apresentar o aplicativo  às turmas  e no caso de alunos menores de idade, enviar aos responsáveis um pedido de consentimento  e permissão para que eles usem o email de um dos parentes próximos. Programar o uso: semanal, quinzenal, mensal ou livre.  

-        Habilitar os professores a visualizar e trabalhar com o potencial dos aplicativos e  mecanismos de busca e pesquisa no smartphone em sua prática diária. Exemplo: Sites com gêneros textuais diferenciados e que permitam interação, Blockgames, Racha cuca, Smartkids, Youtube, Google, Khan Academy, aplicativos que trabalham mapas e museus virtuais, etc.  

-        Os softwares e aplicativos acima serão postados nas salas de aulas virtuais como atividades curriculares complementares de os professores devem aplicar estratégias para monitorar os alunos para que o uso do smartphone não perca seu foco.

-        Comentários dos alunos, tanto nas postagens quanto em sala de aula podem servir de temas para futuros trabalhos, proporcionando, assim, uma aprendizagem contextualizada em suas realidades e interesses.

-        Todas as atividades serão realizadas extra classe, de maneira complementar, desta forma alunos que  possuem smartphone poderão utilizar de algum responsável ou realizar a atividade em dupla. Permitindo assim, que todos sejam inseridos no processo. O professor deve organizar um questionário entre os alunos para saber quais possuem celular ou podem utilizar de familiares para desenvolver as tarefas.

-        Avaliação será diagnóstica, processual e formativa ao se  basear na participação, comentários e cumprimento das tarefas das  propostas no aplicativo Remind ou Google Classroom.



10 – Resultados Esperados:
(apresentar quais são os resultados esperados ao se realizar o PAPI)

     A partir dos objetivos e justificativas propostas neste PAPI, espera-se que o professor tenha maior domínio das ferramentas tecnológicas, bem como o uso do smartphone como facilitador em sua prática. Permitir ao aluno maior interesse das      disciplinas, pois uma vez que o universo do aluno é inserido no contexto escolar absorver conteúdos didáticos fica muito mais prazeroso, além de possibilitar interdisciplinaridade entre todas as áreas.
       Desta forma o processo ensino-aprendizagem será via uma educação ubíqua  e interativa, onde o aluno aprende a seu tempo e em qualquer lugar, através do uso do smartphone, promovendo maior autonomia, motivação, elevação da auto-estima em uma aprendizagem mediada pelo professor. Todos os atores envolvidos em um trabalho colaborativo virtual.



Referências:


Celular em sala de aula, proibir ou não? Revista Nova Escola, Ed. online. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/102/celular-em-sala-de-aula Acesso em: 18/dez/2017.

GOOGLE CLASSROOM. GTT1 - SMARTPHONE NA SALA DE AULA. Disponível em: <https://classroom.google.com/c/Njc2MTM2MDA2N1pa>. Acesso em: 13 fev 2018.

Jogos educativos. Disponível em: https://blockly-games.appspot.com/?lang=pt-br. Acesso em: 13/02/2018.

Jogos educativos. Disponível em: https://rachacuca.com.br/ Acesso em: 12/02/2018.

Jogos educativos. Disponível em: http://www.smartkids.com.br Acesso em: 13/02/2018.

JUNIOR,João Batista B.; MENDES, Ana Gardenia L.; SILVA, Nataniel M. da Silva. Sala de Aula Invertida e Tecnologias Digitais: uma experiência numa Escola Pública em São Luís - MA. Art19, vol18, edição tematicaIII- I SNTDE 2016. Disponível em: <http://tecedu.pro.br/wp-content/uploads/2017/02/Art19-vol18-edi%C3%A7%C3%A3o-tematica-III-I-SNTDE-2016.pdf>. Acesso em: 11 fev 2018.

Oito razões para defender o uso do celular na sala de aula. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=yC77XULUAa4 Acesso em: 20/12/2017.
Site educativo. Disponível em: http://www.fundacaolemann.org.br/khan-academy/ Acesso em: 14/02/2018.

REMIND. Fundação Lemann. Disponível em:<http://www.fundacaolemann.org.br/remind/->. Acesso em: 11/02/2018.

SANTAELLA, Lúcia. Desafios da ubiquidade para a educação. Revista Ensino Superior Unicamp 1. Disponivel em:<https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/edicoes/edicoes/ed09_abril2013/NMES_1.pdfhttps://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/edicoes/edicoes/ed09_abril2013/NMES_1.pdf>. Acesso em: 10 fev 2018.

TIC EDUCAÇÃO 2016. Cetic.br pesquisa o uso de celular por alunos para a realização de atividades escolares.02 de agosto de 2017.  Disponível em: <http://cetic.br/noticia/cetic-br-pesquisa-o-uso-de-celular-por-alunos-para-a-realizacao-de-atividades-escolares/>. Acesso em: 11 fev 2018.





Um livro chamado IDENTIDADE