quarta-feira, 16 de maio de 2018

ROTAÇÃO INDIVIDUAL DISRUPTIVA: Um modelo de ensino híbrido e metodologia ativa para inovar na educação.


Wiki - Produção Trabalho Colaborativo Temático 
 GTCT - ROTAÇÃO INDIVIDUAL DISRUPTIVA



 ROTAÇÃO INDIVIDUAL DISRUPTIVA: 
Um modelo de ensino híbrido e metodologia ativa para inovar na educação.


 Por:

Alexander Protta Ribeiro
Bárbara Lima Marinho 
Camila de Lima Bezerra Nonato
Cristiane Bosich Antunes
Flávia Maria Venâncio
Gislane Aparecida de Oliveira
Rodrigo César Silva Duarte

 1. Marco Teórico - Conceituando a Metodologia Ativa
  Escolas que ainda reproduzem um ensino tradicional, com foco na transmissão do conhecimento e um currículo restrito, não seriam capazes de acompanhar as mudanças da sociedade atual. Precisamos pensar em um modelo que agregue tecnologias, inovações metodológicas e mais participação dos alunos, de modo que estes, possam compreender, se inserir e transformar seus mundos e sociedade. Autores como Moran (2015) e Valente, Almeida e Geraldini (2017) apontam as metodologias ativas do ensino híbrido como uma possibilidade de inovar a educação.
 Com o uso de metodologias ativas seria possível tornar harmonioso e prazeroso as práticas de aprendizagem e o desenvolvimento do aluno, além disso, ajuda a construir a autonomia dos discentes, acrescentando o uso das tecnologias e os diversos tipos de pesquisas. 
Segundo entrevista do pesquisador José Morán em Mattar (2016) as metodologias ativas seriam aquelas que possibilitam um maior envolvimento dos alunos, com mais participação e autonomia na construção de seus conhecimentos, autoria. O entrevistado, José Moran, aponta que o ideal seria que os professores problematizassem mais, permitindo assim, que os alunos produzissem um conhecimento mais significativos a partir de seus estudos. Valente, Almeida e Geraldini (2017), corroboram com esta perspectiva:
Na verdade, as metodologias ativas são estratégias pedagógicas para criar oportunidades de ensino nas quais os alunos passam a ter um comportamento mais ativo, envolvendo-os de modo que eles sejam mais engajados, realizando atividades que possam auxiliar o estabelecimento de relações com o contexto, o desenvolvimento de estratégias cognitivas e o processo de construção de conhecimento (VALENTE; ALMEIDA; GERALDINI, 2017, pg. 464).
Para Pontes (2017), Metodologia Ativa seria aquela que tem como objetivo fazer a inserção do aluno no processo de ensino aprendizado. Que contribui para que o aluno deixe de ser somente ouvinte do conteúdo e passe a fazer parte da construção do conhecimento. Nesse processo o aluno é convidado a participar dando suas opiniões e ideias para assim contribuir para uma mudança na sociedade. A Metodologia consiste em tirar o professor da sua atual função de ser o ator principal e a passar a ser um mediador das diversas opiniões dos demais alunos da turma.
Na pesquisa de Valente; Almeida & Geraldini (2017), um dos projetos desenvolvidos utilizou como instrumento a metodologia ativa no cenário de peças teatrais para aprofundar os estudos de mitos (p.469-471). Nesse tipo de atividade, é possível desenvolver a autonomia do aluno, além de estreitar laços afetivos, considerando que atividades artísticas agregadas ao conteúdo escolar servem de válvulas de escape e amenizador da violência infanto-juvenil. Neste tipo de atividade os alunos:
[...]colaboraram entre si, além de exercitar a autonomia, a criatividade, a criticidade, a responsabilidade e o respeito, questionaram o passado e interpretaram o presente, tomando os mitos e os acontecimentos em diferentes formas e sentidos, atribuindo novos significados, representados por meio da linguagem teatral, integrada com a multimodalidade e a hipertextualidade  (VALENTE, ALMEIDA, GERALDINI, 2017, p. 471).
Esta pesquisa tem como foco o modelo híbrido de rotação individual que consiste em uma metodologia ativa. Para compreendê-lo, iremos, a seguir, definir metodologias ativas e seu ensino híbrido.
1.1 Ensino Híbrido e o Modelo de Rotação Individual
Dentro da perspectiva Horn, Staker e Christensen (2015), o ensino híbrido é aquele que considera dois ambientes, a sala de aula tradicional e o espaço virtual como complementares na aprendizagem. Nesse ambiente de aprendizagem, inverte-se o papel comumente representado pelo professor e pelos alunos em relação à proposta de ensino tradicional, e dessa forma, suas configurações acabam favorecendo e estimulando momentos de interação e colaboração entre os grupos.

 Visto que o ensino híbrido, por se tratar de uma abordagem inusitada, ainda está estabelecendo suas bases à curtos passos, e as instituições de ensino que se aventuram a testá-la, estão de certo modo construindo-a e direcionando-a para diferentes formas de expressões, à medida que verificam suas expressões e linguagens no físico das escolas, determina-se suas potencialidades em amplas perspectivas de aprendizagem de diferentes realidades. Na pesquisa de Michael B. Horn, Heather Staker, Clayton Christensen em 2015, verificou-se que os cursos de caráter híbrido se enquadram dentro dos seguintes modelos: Rotação, Flex, À la Carte e Virtual Enriquecido. Assim sendo, as mesmas se combinam e personalizam-se de acordo com o contexto de cada instituição. Por sua vez, o modelo de rotação tem sido mais explorado e atrativo aos olhos dos professores, devido a sua capacidade de alternar os diferentes ambientes de aprendizagem em todas as áreas do conhecimento - em sequência fixa ou a critério do docente.
De acordo com Pontes (2017) o ensino híbrido seria subdividido em duas categorias: sustentáveis e disruptivos.  Para este autor a abordagem sustentável "é um modelo de ensino híbrido que detêm características do ensino tradicional, sendo mais facilmente adaptado ao modelo de ensino que temos hoje".  Já o modelo de Rotação Individual se encaixaria na categoria disruptiva, ou seja, "um modelo de ensino híbrido que rompe o modelo educacional tradicional, não se faz muito uso por exigir maiores esforços para se adaptar com a realidade atual" (PONTES, 2015).
Sua base é muito parecida com o modelo de rotação por estações, contudo nesta modalidade cada aluno tem seu roteiro personalizado e não mais um grupo. A principal diferença entre a rotação individual e a por estações é que no individual o aluno não é obrigado a passar por todas as estações. Na rotação ele passa por aquelas que fazem sentido ao nível de aprendizado dele (PONTES, 2015).
 Sendo assim, o aluno faz uma agenda junto ao professor com os objetivos que ele deve alcançar e as estações que ele deve percorrer (não há necessidade de serem todas). Desta forma, neste modelo e nos outros modelos rotacionais, o estudante explora o conteúdo sozinho, tendo apoio de professores e/ou tutores, construindo uma visão de mundo a partir dos seus conhecimentos prévios, integrando-os às novas informações.
Se houvesse um lema para essa abordagem seria: "Escolha a Sua Modalidade" afirmou HORN & STAKER. E nos traz exemplos:
Os estudantes no programa Teach to One fazem uma avaliação breve final da aula todos os dias. Um software analisa os resultados para combinar estudantes com lições e recursos que atenderão melhor suas necessidades individuais para o dia seguinte. O resultado é um cronograma diário único para cada estudante e para cada professor. Outro exemplo é visto na Carpe Diem Schools, Arizona em 2003. Uma grande sala preenchida com computadores [...] onde os estudantes alternam-se a cada 35 minutos entre diferentes estações que variam do ensino online em ritmo próprio, usando o programa Edgenuity, no grande centro da aprendizagem, a experiência de aprendizagem presencial em salas de apoio ao redor desse espaço central. Cada estudante tem uma lista de prioridades individualizada para ajudar os estudantes com o Edgenuity. Nas salas de apoio, o professor aprofunda, de forma presencial, o conteúdo introduzido on-line e ajuda os estudantes a aplicá-los (HORN & STAKER, 2015).

2. Desafios do Ensino Híbrido e Rotação Individual na Educação Básica
Durante a implementação do modelo híbrido de rotação individual, o principal desafio seria engajar os professores sobre a importância de construir um processo de ensino e aprendizagem em conformidade com os desafios de um mundo em transformação.
Corroboramos com Zenti e Ribeiro (2014) que ao trabalhar com o ensino híbrido haveriam dois grandes desafios: a falta de ferramentas tecnológicas educacionais adaptativas em português – a maior parte está disponível apenas em inglês – e a limitação de escolas conectadas à internet. Segundo Adolfo apud Zenti e Ribeiro (2014) estes desafios não deveriam ser um ensino de qualidade:
(...) no entanto, esse não deve ser um impedimento, já que o ensino híbrido vai muito além da tecnologia. “Podemos começar a mudar os espaços dentro da sala de aula, o papel do professor e incentivar a autonomia para uma aprendizagem mais personalizada do aluno, sem tecnologias digitais.” Mario lembra também que o sucesso da aplicação do ensino híbrido envolve a mudança nos currículos e referenciais, na organização do tempo e do espaço escolar e nos equipamentos disponíveis na sala de aula (ZENTI e RIBEIRO, 2014).
Dessa forma, é bastante sensato considerar sua inserção no âmbito escolar de maneira gradativa afim de aflorar os laços afetivos essenciais na relação professor-aluno e aluno-professor.

3. Considerações Finais
A partir dos estudos e pesquisas realizadas a proposito dessa pesquisa, consideramos que a importância da inovação do nosso ensino aprendizagem seria passar a usar o modelo de ensino Híbrido atrelado a metodologia ativa.
Entendemos que é necessário identificar como a escola pública aliaria o uso de novas tecnologias à uma gestão inovadora que demandassem verbas para a realização de uma educação mais dinâmica. Temos ciência do cenário emergente da educação para mudanças significativas, no entanto, os modelos inovadores requerem metodologias também inovadoras, o que demandaria professores abertos às mudanças e autorreflexão de suas práticas.
Além disso, como foi destacado anteriormente, é preciso superar as frustrações e medos do professor: em trabalhos e experiências de professores-tutores (nesse caso de curso EAD destacado na fonte abaixo) disseram "não dar certo antes mesmo de colocar os roteiros em prática, acreditando que o aluno não conseguiria realizar as atividades com autonomia, que não teria condições de dialogar, refletir e trabalhar colaborativamente, entendendo que sem a presença constante do professor não concluiriam as atividades propostas" (BARION & MELLI, 2017).


4. Referências Bibliográficas


HORN, Michael B.; STAKER, Heather. Blended: Usando a inovação disruprtiva para aprimorar a educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Disponível em: Acesso em: 14/04/2018.

MATTAR, João. METODOLOGIAS ATIVAS. Youtube, 19 abril 2016. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=9m-wf2qHSOo> . Acesso em: 14 abril 2018.

MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. Coleção Mídias Contemporâneas.: Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania: aproximações jovens.Ponta Grossa, v. II , p.15-33, 2015. Disponível em: <http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf>. Acesso em: 02 abr. 2018.

OLIVEIRA, Agnaldo. Modelos de ensino híbrido.Youtube, 17 mar. 2017. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=zPzamoIjjss&feature=youtu.be>  . Acesso em: 12 abril 2018.

PONTES, Elivelton. O que é ensino híbrido? Eadbox, 6 set. 2017. Disponível em:<https://eadbox.com/o-que-e-ensino-hibrido/>. Acesso em: 15 abril 2018.

 TV ENIAC. Youtube, 4 julho 2016. Case Eniac – Google: Educação Disruptiva.  Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=of9qsr0atUs>. Acesso em: 15 abr. 2018.

VALENTE, José Armando;  ALMEIDA,  Maria Elizabeth Bianconcini de; GERALDINI, Alexandra Flogi Serpa. Metodologias ativas: das concepções às práticas em distintos níveis de ensino. Revista Diálogo Educacional, [S.l.], v. 17, n. 52, p. 455-478, jun. 2017. ISSN 1981-416X. Disponível em: <https://periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view/9900>. Acesso em: 02 abr. 2018. doi:http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.17.052.DS07.

 ZENTI, Paula; RIBEIRO, Luciana. Entenda o que é o ensino híbrido e como colocá-lo em prática. Revista Educação, 6 nov. 2014. Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/entenda-o-que-e-o-ensino-hibrido-e-como-coloca-lo-em-pratica/>.  Acesso em 10 de abril de 2018.





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