Wiki - Produção Trabalho Colaborativo
Temático
GTCT - ROTAÇÃO INDIVIDUAL
DISRUPTIVA
ROTAÇÃO INDIVIDUAL
DISRUPTIVA:
Um modelo de ensino
híbrido e metodologia ativa para inovar na educação.
Por:
Alexander Protta Ribeiro
Bárbara Lima Marinho
Camila de Lima Bezerra Nonato
Cristiane Bosich Antunes
Flávia Maria Venâncio
Gislane Aparecida de Oliveira
Rodrigo César Silva Duarte
1. Marco
Teórico - Conceituando a Metodologia Ativa
Escolas que ainda reproduzem um
ensino tradicional, com foco na transmissão do conhecimento e um currículo
restrito, não seriam capazes de acompanhar as mudanças da sociedade atual.
Precisamos pensar em um modelo que agregue tecnologias, inovações metodológicas
e mais participação dos alunos, de modo que estes, possam compreender, se
inserir e transformar seus mundos e sociedade. Autores como Moran (2015) e
Valente, Almeida e Geraldini (2017) apontam as metodologias ativas do
ensino híbrido como uma possibilidade de inovar a educação.
Com o uso de
metodologias ativas seria possível tornar harmonioso e prazeroso as práticas de
aprendizagem e o desenvolvimento do aluno, além disso, ajuda a construir a
autonomia dos discentes, acrescentando o uso das tecnologias e os diversos
tipos de pesquisas.
Segundo entrevista do pesquisador José Morán em
Mattar (2016) as metodologias ativas seriam aquelas que possibilitam um maior
envolvimento dos alunos, com mais participação e autonomia na construção de
seus conhecimentos, autoria. O entrevistado, José Moran, aponta que o ideal
seria que os professores problematizassem mais, permitindo assim, que os alunos
produzissem um conhecimento mais significativos a partir de seus
estudos. Valente, Almeida e Geraldini (2017), corroboram com esta
perspectiva:
Na verdade, as metodologias
ativas são estratégias pedagógicas para criar oportunidades de ensino nas
quais os alunos passam a ter um comportamento mais ativo, envolvendo-os de modo
que eles sejam mais engajados, realizando atividades que possam auxiliar o
estabelecimento de relações com o contexto, o desenvolvimento de
estratégias cognitivas e o processo de construção de conhecimento
(VALENTE; ALMEIDA; GERALDINI, 2017, pg. 464).
Para
Pontes (2017), Metodologia Ativa seria aquela que tem como objetivo fazer a
inserção do aluno no processo de ensino aprendizado. Que contribui para que o
aluno deixe de ser somente ouvinte do conteúdo e passe a fazer parte da
construção do conhecimento. Nesse processo o aluno é convidado a participar
dando suas opiniões e ideias para assim contribuir para uma mudança na
sociedade. A Metodologia consiste em tirar o professor da sua atual função de
ser o ator principal e a passar a ser um mediador das diversas opiniões dos
demais alunos da turma.
Na pesquisa de Valente; Almeida & Geraldini
(2017), um dos projetos desenvolvidos utilizou como instrumento a metodologia
ativa no cenário de peças teatrais para aprofundar os estudos de mitos
(p.469-471). Nesse tipo de atividade, é possível desenvolver a autonomia do
aluno, além de estreitar laços afetivos, considerando que atividades artísticas
agregadas ao conteúdo escolar servem de válvulas de escape e amenizador da
violência infanto-juvenil. Neste tipo de atividade os alunos:
[...]colaboraram
entre si, além de exercitar a autonomia, a criatividade, a criticidade, a
responsabilidade e o respeito, questionaram o passado e interpretaram o
presente, tomando os mitos e os acontecimentos em diferentes formas e sentidos,
atribuindo novos significados, representados por meio da linguagem teatral,
integrada com a multimodalidade e a hipertextualidade (VALENTE, ALMEIDA, GERALDINI, 2017, p. 471).
Esta pesquisa tem como foco o modelo híbrido de rotação individual que
consiste em uma metodologia ativa. Para compreendê-lo, iremos, a seguir, definir
metodologias ativas e seu ensino híbrido.
1.1 Ensino Híbrido e o Modelo de Rotação Individual
Dentro da perspectiva Horn, Staker e Christensen (2015), o ensino
híbrido é aquele que considera dois ambientes, a sala de aula tradicional e o
espaço virtual como complementares na aprendizagem. Nesse ambiente de
aprendizagem, inverte-se o papel comumente representado pelo professor e pelos
alunos em relação à proposta de ensino tradicional, e dessa forma, suas
configurações acabam favorecendo e estimulando momentos de interação e
colaboração entre os grupos.
Visto que o ensino híbrido, por se tratar de uma abordagem
inusitada, ainda está estabelecendo suas bases à curtos passos, e as
instituições de ensino que se aventuram a testá-la, estão de certo modo
construindo-a e direcionando-a para diferentes formas de expressões, à medida
que verificam suas expressões e linguagens no físico das escolas, determina-se
suas potencialidades em amplas perspectivas de aprendizagem de diferentes
realidades. Na pesquisa de Michael B. Horn, Heather Staker, Clayton Christensen
em 2015, verificou-se que os cursos de caráter híbrido se enquadram dentro dos
seguintes modelos: Rotação, Flex, À la Carte e Virtual Enriquecido. Assim
sendo, as mesmas se combinam e personalizam-se de acordo com o contexto de cada
instituição. Por sua vez, o modelo de rotação tem sido mais explorado e
atrativo aos olhos dos professores, devido a sua capacidade de alternar os
diferentes ambientes de aprendizagem em todas as áreas do conhecimento - em
sequência fixa ou a critério do docente.
De acordo com Pontes (2017) o ensino híbrido seria subdividido em duas
categorias: sustentáveis e disruptivos.
Para este autor a abordagem sustentável "é um modelo de ensino
híbrido que detêm características do ensino tradicional, sendo mais facilmente adaptado
ao modelo de ensino que temos hoje".
Já o modelo de Rotação Individual se encaixaria na categoria disruptiva,
ou seja, "um modelo de ensino híbrido que rompe o modelo educacional
tradicional, não se faz muito uso por exigir maiores esforços para se adaptar
com a realidade atual" (PONTES, 2015).
Sua base é muito
parecida com o modelo de rotação por estações, contudo nesta modalidade cada
aluno tem seu roteiro personalizado e não mais um grupo. A principal diferença
entre a rotação individual e a por estações é que no individual o aluno não é
obrigado a passar por todas as estações. Na rotação ele passa por aquelas que
fazem sentido ao nível de aprendizado dele (PONTES, 2015).
Sendo assim, o aluno faz uma
agenda junto ao professor com os objetivos que ele deve alcançar e as estações
que ele deve percorrer (não há necessidade de serem todas). Desta forma, neste
modelo e nos outros modelos rotacionais, o estudante explora o conteúdo
sozinho, tendo apoio de professores e/ou tutores, construindo uma visão de
mundo a partir dos seus conhecimentos prévios, integrando-os às novas
informações.
Se houvesse um lema
para essa abordagem seria: "Escolha a Sua Modalidade" afirmou HORN
& STAKER. E nos traz exemplos:
Os estudantes no
programa Teach to One fazem uma avaliação breve final da aula todos os dias. Um
software analisa os resultados para combinar estudantes com lições e recursos
que atenderão melhor suas necessidades individuais para o dia seguinte. O
resultado é um cronograma diário único para cada estudante e para cada
professor. Outro exemplo é visto na Carpe Diem Schools, Arizona em 2003. Uma
grande sala preenchida com computadores [...] onde os estudantes alternam-se a
cada 35 minutos entre diferentes estações que variam do ensino online em ritmo
próprio, usando o programa Edgenuity, no grande centro da aprendizagem, a
experiência de aprendizagem presencial em salas de apoio ao redor desse espaço
central. Cada estudante tem uma lista de prioridades individualizada para
ajudar os estudantes com o Edgenuity. Nas salas de apoio, o professor
aprofunda, de forma presencial, o conteúdo introduzido on-line e ajuda os
estudantes a aplicá-los (HORN & STAKER, 2015).
2.
Desafios do Ensino Híbrido e Rotação Individual na Educação Básica
Durante a implementação do modelo híbrido de
rotação individual, o principal desafio seria engajar os professores sobre a
importância de construir um processo de ensino e aprendizagem em conformidade
com os desafios de um mundo em transformação.
Corroboramos com
Zenti e Ribeiro (2014) que ao trabalhar com o ensino híbrido haveriam dois
grandes desafios: a falta de ferramentas tecnológicas educacionais adaptativas
em português – a maior parte está disponível apenas em inglês – e a limitação
de escolas conectadas à internet. Segundo Adolfo apud Zenti e Ribeiro (2014)
estes desafios não deveriam ser um ensino de qualidade:
(...) no entanto, esse não deve ser um
impedimento, já que o ensino híbrido vai muito além da tecnologia. “Podemos
começar a mudar os espaços dentro da sala de aula, o papel do professor e
incentivar a autonomia para uma aprendizagem mais personalizada do aluno, sem
tecnologias digitais.” Mario lembra também que o sucesso da aplicação do ensino
híbrido envolve a mudança nos currículos e referenciais, na organização do
tempo e do espaço escolar e nos equipamentos disponíveis na sala de aula (ZENTI
e RIBEIRO, 2014).
Dessa forma, é bastante sensato
considerar sua inserção no âmbito escolar de maneira gradativa afim de aflorar
os laços afetivos essenciais na relação professor-aluno e aluno-professor.
3. Considerações Finais
A partir dos estudos e pesquisas realizadas a proposito dessa pesquisa,
consideramos que a importância da inovação do nosso ensino aprendizagem seria
passar a usar o modelo de ensino Híbrido atrelado a metodologia ativa.
Entendemos que é necessário identificar como a escola pública aliaria o
uso de novas tecnologias à uma gestão inovadora que demandassem verbas para a
realização de uma educação mais dinâmica. Temos ciência do cenário emergente da
educação para mudanças significativas, no entanto, os modelos inovadores
requerem metodologias também inovadoras, o que demandaria professores abertos
às mudanças e autorreflexão de suas práticas.
Além disso, como foi destacado anteriormente, é
preciso superar as frustrações e medos do professor: em trabalhos e experiências
de professores-tutores (nesse caso de curso EAD destacado na fonte abaixo)
disseram "não dar certo antes mesmo de colocar os roteiros em prática,
acreditando que o aluno não conseguiria realizar as atividades com autonomia,
que não teria condições de dialogar, refletir e trabalhar colaborativamente,
entendendo que sem a presença constante do professor não concluiriam as
atividades propostas" (BARION & MELLI, 2017).
4. Referências Bibliográficas
BARION.
Algumas reflexões sobre o ensino híbrido na educação profissional.
2017). Disponível em: <http://www.portal.cps.sp.gov.br/pos-graduacao/workshop-de-pos-graduacao-e-pesquisa/012-workshop-2017/workshop/artigos/Educacao/Fundamentos_Praticas/As-reflexoes-sobre-o-ensino-hibrido.pdf> Acesso em 10 de abril de 2018.
HORN, Michael B.;
STAKER, Heather. Blended: Usando a inovação disruprtiva para aprimorar a
educação. Porto Alegre: Penso, 2015. Disponível em: Acesso em: 14/04/2018.
MATTAR, João. METODOLOGIAS ATIVAS. Youtube, 19 abril 2016.
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=9m-wf2qHSOo> . Acesso em: 14 abril 2018.
MORÁN, José. Mudando a educação com metodologias ativas. Coleção
Mídias Contemporâneas.: Convergências Midiáticas, Educação e Cidadania:
aproximações jovens.Ponta Grossa, v. II , p.15-33, 2015. Disponível em: <http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf>. Acesso em: 02 abr. 2018.
OLIVEIRA, Agnaldo. Modelos de ensino híbrido.Youtube, 17
mar. 2017. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=zPzamoIjjss&feature=youtu.be> . Acesso em: 12 abril 2018.
PONTES, Elivelton. O que é ensino
híbrido? Eadbox, 6 set. 2017. Disponível
em:<https://eadbox.com/o-que-e-ensino-hibrido/>. Acesso em: 15 abril 2018.
TV ENIAC. Youtube, 4 julho
2016. Case Eniac – Google: Educação Disruptiva. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=of9qsr0atUs>. Acesso em: 15
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VALENTE, José Armando; ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de; GERALDINI,
Alexandra Flogi Serpa. Metodologias ativas: das concepções às práticas em
distintos níveis de ensino. Revista Diálogo Educacional, [S.l.], v.
17, n. 52, p. 455-478, jun. 2017. ISSN 1981-416X. Disponível em: <https://periodicos.pucpr.br/index.php/dialogoeducacional/article/view/9900>. Acesso em: 02 abr. 2018. doi:http://dx.doi.org/10.7213/1981-416X.17.052.DS07.
ZENTI, Paula;
RIBEIRO, Luciana. Entenda o que é o
ensino híbrido e como colocá-lo em prática. Revista Educação, 6 nov. 2014. Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/entenda-o-que-e-o-ensino-hibrido-e-como-coloca-lo-em-pratica/>. Acesso em 10 de
abril de 2018.
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