quarta-feira, 16 de maio de 2018

PLANO DE AÇÃO PEDAGÓGICA INOVADORA (PAPI)





Grupo de Trabalho/Equipe:

GTT1 - SMARTPHONE NA SALA DE AULA

Alexander Protta Ribeiro
Cristiane Bosich Antunes 
Flávia Maria Venâncio
Isabela Dutra Laureano Fayer
Janaína Aparecida Rabelo



Polo: Juiz de Fora
Tutor(a):

Roberta Müller Sacafuto Scoton

Professor:

Octavio Silvério de Souza Vieira Neto
Disciplina:

TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO - TICs I


1 - Nome do Projeto:
IMPLEMENTAÇÃO DO USO DO SMARTPHONE COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA.

2 – Questão/Problema:


Como melhorar o desempenho dos alunos e promover uma educação inovadora com o uso das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação)?

Percebe-se um crescente desinteresse dos alunos pela educação e as dificuldades de ensino e aprendizagem vivenciadas na escola. Analisando as pesquisas disponíveis no site da CETIC.BR, estas apontam o celular como ferramenta de grande acesso entre alunos e professores. A união dessas informações nos levou a pensar no smartphone como ferramenta alternativa para uma educação inovadora em sala de aula. Ferramenta inclusiva, que possibilita o diálogo com os alunos e autonomia e criatividade na construção do conhecimento.
Em muitas escolas o uso do smartphone é proibido, inclusive diante de leis municipais, e em outras escola é pouco utilizado. Na era atual as tecnologias podem e devem ser utilizadas como ferramentas pedagógicas.
Segundo pesquisas, essas ferramentas são de fácil acesso aos alunos, pais e professores e entendemos que não podemos ignorá-las, mas nos programarmos para implementar seu uso na escola.
Como educadores devemos fazer acontecer essa tecnologia dentro da sala de aula ,temos que criar argumentos para que sejam aceitos por todos.

3 – Público Alvo:

Alunos e professores da educação básica do ensino fundamental (iniciais e finais) e ensino médio, respeitando e direcionando as atividades de acordo com a faixa etária e matriz curricular de cada instituição.


4 – Disciplinas envolvidas:

Como o plano de ação é voltado para a escola e não a uma série ou disciplina específica, compreendemos que todas as disciplinas podem utilizar este plano individualmente e/ou interdisciplinarmente.


No caso da ação com o software REMID todas as disciplinas do ensino médio que possuem ligação direta com o modelo de conteúdo proposto pelo PISM-UFJF e o ENEM podem utilizar este plano de intervenção.

5 – Conteúdos explorados e contextualizados:


O conteúdo explorado será contextualizado ao que já está previsto na matriz curricular da escola, indicado para cada ano da educação básica. Os vídeos e sites sugeridos deverão se adequar à realidade de cada aluno, o que pode ser medido pelo interesse e sugestões dos alunos.
De acordo com a proposta da matriz curricular o professor irá lançar um tema de pesquisa, sugerir vídeo-aulas e sites que abordem o tema e permitam uma interação dialógica com o conhecimento em questão. Os alunos irão pesquisar e indicar sugestões além das propostas pelo professor.
Os professores em comum de uma determinada série devem ser cadastrados nas turmas virtuais dos demais, fazendo com que as abordagens sejam de comum acesso a todas as disciplinas. Desta forma o trabalho interdisciplinar poderá ser efetuado em qualquer postagem. Ainda que seja uma postagem de matemática, se o professor de português achar pertinente, poderá aproveitar a postagem e indicar atividades sobre ela para sua disciplina.

6 – Justificativa:


 Segundo notícias do portal de noticias da Cetic.br da pesquisa TICs de 2016, Lúcia Maria de S. Fagundes do site Cetic.br comenta que o celular é uma importante ferramenta e a maneira mais viável de se chegar aos alunos, diretamente ligado às suas vivências. As pesquisas TICs com relação ao celular na educação vêm mostrando que ele é recurso tecnológico ao alcance de todos, professores e alunos. Bastaria à escola investir em internet de qualidade e uma política de uso, e não sua proibição, para um processo satisfatório de produção de conhecimento. A pesquisa TICs de 2016 sobre uso do celular em atividades pedagógicas traz os seguintes dados:
Entre professores: - 91%  usam internet para uso pessoal (em 2011 era 15%, ou seja, um crescimento de 76%)- 49% dos professores pesquisados (91%) usam em atividades com alunos (crescimento de 10% desde 2011)- 40% dos docentes de escola pública usam internet em sala de aula, sendo somente 26% se conectam à internet devido ao acesso limitado segundo Alexandres Barbosa, gerente do Cetic.br. O que mostra um crescimento do uso pedagógicodo dos professores com celular e internet nas escolas.
 Entre estudantes: 31% usa internet pelo celular na escola (sendo destes 30% de escolas públicas e 26% de escolas privadas). A pesquisa atribui o baixo índice de acesso dos estudante à limitação que as escolas fazem de seus wifis, 92% possuem mas 61% não libera aos alunos. Com base nestes dados, sugerimos que   as atividades aqui propostas sejam extra-classe, visto que nem toda escola disponibiliza wifi com qualidade.
 Neste sentido, propor o uso do smartphone como ferramenta tecnológica para os processos de ensino e aprendizagem, vem confirmar o avanço do uso desta tecnologia, deixando de ignorá-la ou proibi-la, mas utilizando-a como parceira para facilitar a aprendizagem.
   Vi um processo de sala de aula invertida, o conhecimento será introduzido pela pesquisa dos alunos; que irão buscar as informações sobre o conceito em casa, através de suas pesquisas e utilizando sua criatividade e motivação trarão para a escola suas conclusões e dúvidas, desta forma o conteúdo será contextualizado às suas realidades e interesses. Segundo JUNIOR (2016, p.3), “Nesse sentido, o interesse concentra-se em ampliar e diversificar o ambiente de estudo, além de permitir que os alunos tenham acesso, indefinidas vezes, às aulas e recursos disponibilizados por seus professores”.
 Partindo desta perspectiva professor vai mediar as trocas de informações, trazendo atividades que favoreçam o conhecimento.  Tudo proposto e mediado pelos professores através do suporte tecnológico online dos aplicativos Remind ou Google Classroom. 

Compreender o uso do smartphone como ferramenta que não deve ser abandonada, mas utilizada de forma consciente com os alunos, para melhorar a qualidade das informações, contribuindo para o processo de ensino e aprendizagem em sala de aula e fora da escola.




7 – Objetivos:

                     Proporcionar maior rapidez na troca de informações complementares dos conteúdos do PISM e ENEM, já que esses são em grande volume;

                     Aproximar o estudante do seu universo, e para que seja bem sucedido o professor precisa aprender a lidar com a ferramenta para a construção de uma aprendizagem otimizada;

                     Conscientizar o aluno sobre a real necessidade de aliar o celular ao aprendizado e como fazê-lo;

                     Facilitar o processo de aprendizagem através do uso de classe de aula virtual: classroom ou remind;

                     Proporcionar maior dinamismo na aprendizagem, tanto em sala presencial quanto virtual;

                    Permitir ao aluno e ao professor interatividade nos conteúdos propostos;

                    Proporcionar intertextualidade e intratextualidade, multivocalidade, navegabilidade através dos hipertextos, chats e fóruns entre alunos/alunos, alunos/professor e professor/professor;

                    Provocar o entusiasmo pela pesquisa;.

                    Criar autonomia do aluno através da educação via smartphone.






8 – Artefatos e recursos digitais utilizados:

       No planejamento do PAPI foram utilizados os aplicativos GOOGLE como a planilha digital,  para sugestão de ações na construção do projeto, agenda para marcar eventos e encontros presencias virtuais como o hangout, e o plano de ação para postar as decisões que foram adotadas colaborativamente. O mesmo processo deverá ser adotado na gestão da implementação do uso do smartphone na sala de aula pelos professores e gestores da escola.
         Usamos o google classroom como aplicativo de teste na construção do PAPI e o colega Alexander já teve uma experiência com o Remind em sua escola. Estes aplicativos constituem o suporte para gestão de aulas invertidas. Nestes serão postados os links sugeridos pelos professores e nos comentários os alunos poderão sugerir outros que forem encontrados em suas pesquisas. Tudo mediado pelo professor.
     Segundo experiência do integrante Alexander o Whatzzap não seria o aplicativo ideal, pois fica vinculado ao telefone do professor o que pode causar transtornos. Os demais aplicativos sugeridos estariam vinculado a um e-mail .



9 – Planejamento e Desenvolvimento:

-        Propor à escola - direção, coordenação e professores o uso do smartphone em sala. Tanto para introduzir quanto para auxiliar o desenvolvimento dos conteúdos.

-        Depois da proposta aprovada, criar uma planilha de ações, entre professores e gestores para coordenadas as atividades, rotinas e agenda de trabalho com smartphone.

-        Criar entre os professores um chat ou video-conferência, no whatzapp ou hangout, conforme decisão da maioria, para tirar dúvidas e/ou compartilhar experiências sobre a atividade. 

-        Desenvolver uma aula experimental com os alunos envolvidos para entenderem como funcionará as próximas aulas, além de propor uma atividade onde permitam pesquisar sobre o assunto para nortearem as ideias.

-        Para o aplicativo REMIND ou CLASSROOM (os professores deverão, democraticamente, escolher um dos dois aplicativos): Apresentar o aplicativo  às turmas  e no caso de alunos menores de idade, enviar aos responsáveis um pedido de consentimento  e permissão para que eles usem o email de um dos parentes próximos. Programar o uso: semanal, quinzenal, mensal ou livre.  

-        Habilitar os professores a visualizar e trabalhar com o potencial dos aplicativos e  mecanismos de busca e pesquisa no smartphone em sua prática diária. Exemplo: Sites com gêneros textuais diferenciados e que permitam interação, Blockgames, Racha cuca, Smartkids, Youtube, Google, Khan Academy, aplicativos que trabalham mapas e museus virtuais, etc.  

-        Os softwares e aplicativos acima serão postados nas salas de aulas virtuais como atividades curriculares complementares de os professores devem aplicar estratégias para monitorar os alunos para que o uso do smartphone não perca seu foco.

-        Comentários dos alunos, tanto nas postagens quanto em sala de aula podem servir de temas para futuros trabalhos, proporcionando, assim, uma aprendizagem contextualizada em suas realidades e interesses.

-        Todas as atividades serão realizadas extra classe, de maneira complementar, desta forma alunos que  possuem smartphone poderão utilizar de algum responsável ou realizar a atividade em dupla. Permitindo assim, que todos sejam inseridos no processo. O professor deve organizar um questionário entre os alunos para saber quais possuem celular ou podem utilizar de familiares para desenvolver as tarefas.

-        Avaliação será diagnóstica, processual e formativa ao se  basear na participação, comentários e cumprimento das tarefas das  propostas no aplicativo Remind ou Google Classroom.



10 – Resultados Esperados:
(apresentar quais são os resultados esperados ao se realizar o PAPI)

     A partir dos objetivos e justificativas propostas neste PAPI, espera-se que o professor tenha maior domínio das ferramentas tecnológicas, bem como o uso do smartphone como facilitador em sua prática. Permitir ao aluno maior interesse das      disciplinas, pois uma vez que o universo do aluno é inserido no contexto escolar absorver conteúdos didáticos fica muito mais prazeroso, além de possibilitar interdisciplinaridade entre todas as áreas.
       Desta forma o processo ensino-aprendizagem será via uma educação ubíqua  e interativa, onde o aluno aprende a seu tempo e em qualquer lugar, através do uso do smartphone, promovendo maior autonomia, motivação, elevação da auto-estima em uma aprendizagem mediada pelo professor. Todos os atores envolvidos em um trabalho colaborativo virtual.



Referências:


Celular em sala de aula, proibir ou não? Revista Nova Escola, Ed. online. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/102/celular-em-sala-de-aula Acesso em: 18/dez/2017.

GOOGLE CLASSROOM. GTT1 - SMARTPHONE NA SALA DE AULA. Disponível em: <https://classroom.google.com/c/Njc2MTM2MDA2N1pa>. Acesso em: 13 fev 2018.

Jogos educativos. Disponível em: https://blockly-games.appspot.com/?lang=pt-br. Acesso em: 13/02/2018.

Jogos educativos. Disponível em: https://rachacuca.com.br/ Acesso em: 12/02/2018.

Jogos educativos. Disponível em: http://www.smartkids.com.br Acesso em: 13/02/2018.

JUNIOR,João Batista B.; MENDES, Ana Gardenia L.; SILVA, Nataniel M. da Silva. Sala de Aula Invertida e Tecnologias Digitais: uma experiência numa Escola Pública em São Luís - MA. Art19, vol18, edição tematicaIII- I SNTDE 2016. Disponível em: <http://tecedu.pro.br/wp-content/uploads/2017/02/Art19-vol18-edi%C3%A7%C3%A3o-tematica-III-I-SNTDE-2016.pdf>. Acesso em: 11 fev 2018.

Oito razões para defender o uso do celular na sala de aula. Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=yC77XULUAa4 Acesso em: 20/12/2017.
Site educativo. Disponível em: http://www.fundacaolemann.org.br/khan-academy/ Acesso em: 14/02/2018.

REMIND. Fundação Lemann. Disponível em:<http://www.fundacaolemann.org.br/remind/->. Acesso em: 11/02/2018.

SANTAELLA, Lúcia. Desafios da ubiquidade para a educação. Revista Ensino Superior Unicamp 1. Disponivel em:<https://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/edicoes/edicoes/ed09_abril2013/NMES_1.pdfhttps://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/edicoes/edicoes/ed09_abril2013/NMES_1.pdf>. Acesso em: 10 fev 2018.

TIC EDUCAÇÃO 2016. Cetic.br pesquisa o uso de celular por alunos para a realização de atividades escolares.02 de agosto de 2017.  Disponível em: <http://cetic.br/noticia/cetic-br-pesquisa-o-uso-de-celular-por-alunos-para-a-realizacao-de-atividades-escolares/>. Acesso em: 11 fev 2018.





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